14/7/15

Sobre Peter D. Thomas e o marxismo de Gramsci

O livro de Peter D. Thomas, The Gramscian Moment: Philosophy, Hegemony and Marxism1, tem gerado um novo interesse pelo pensamento de Gramsci nos âmbitos da esquerda acadêmica e política na Inglaterra e França, e se converteu em certa medida em um acontecimento intelectual internacional.

Foto: Peter D. Thomas
Juan Dal Maso   |   Os motivos para este sucesso são vários. Em primeiro lugar, um certo “vácuo” teórico concernente às estratégias da esquerda, entendida esta em sentido amplo. Em uma situação de relativa ascensão das coligações da esquerda reformista, passado o momento das “ilusões sociais” que expressou a moda autonomista, as elaborações de Thomas oferecem hipóteses de reconstrução do marxismo pela via de um resgate do pensamento de Gramcsi, com afinidades em direção aos novos movimentos surgidos nos último anos: Ocuppy Wall Street, a Primavera Árabe e movimentos anticapitalistas em geral, e ao tentar retomar a questão “político-estratégica”.

Através de sua leitura de Gramcsi, Thomas postula um pensamento alternativo ao “pós-marxismo” que terminou transformado em uma base ideológica de distintas variantes de projetos “populistas” - sobretudo nos governos que na América Latina conhecidos como “pós-neoliberais” - e também em uma situação de decadência, postulando a seu modo também a questão da centralidade operária, sem cair no “obrerismo” temido ao máximo pela esquerda britânica e francesa.

Lecciones de la historia para ganar el poder en España

Para Gramsci, las clases dominantes ejercen sobre las sometidas una “hegemonía cultural” a través de la educación, la religión y los medios de comunicación 
La llegada al poder es imprescindible, pero no suficiente. Hay que conseguir la hegemonía

Miguel Guillén Burguillos   |   El maestro Josep Fontana recordaba hace unos meses la necesidad de estudiar la Revolución Rusa  (1917), relacionando las consecuencias de la misma con la actualidad política y social que estamos viviendo. Fontana explicaba que el siglo XX comenzó con unas sociedades muy desiguales, pero que esta situación empezó a cambiar en los años treinta y de forma más intensa en los cuarenta, cuando se produjo un reparto mucho más equitativo de la riqueza y de los ingresos. Esta situación se mantuvo aproximadamente hasta 1980. A partir de entonces, Fontana nos recuerda que volvieron a crecer los índices de desigualdad. ¿Casualidad? Obviamente no.