22/8/14

O Estado Ampliado como ferramenta metodológica

Casa-museo de Antonio Gramsci
Sônia Mendonça    |   Inúmeros trabalhos dedicam-se ao estudo do Estado no Brasil contemporâneo, embora, em sua maioria, não procedam do esforço de historiadores. Em seu conjunto, eles repetem uma mesma problemática: a concepção do Estado ora como problema da “natureza” ora como uma espécie de “via de mão única” onde os atores sociais envolvidos são vistos como “entidades” estranhas umas às outras. Neste registro a origem do Estado ancora-se na ideia de um contrato social, cuja herança responde pela consagração de um Estado-Sujeito, a “pairar” acima da “frágil” sociedade, dotado de vontade e iniciativa próprias, sem vínculos explícitos com os interesses de grupos sociais distintos. Foi o marxismo que propiciou uma matriz alternativa a esta, partindo da crítica ao individualismo subjacente à leitura liberal de Estado. Todavia, a concepção marxista de Estado não está imune a problemas, sendo também responsável por simplificações do conceito segundo suas diferentes “linhagens”.