2/2/14

Althusser, Poulantzas, Buci-Glucksmann | Desenvolvimentos ulteriores do conceito gramsciano de Estado integral

Bob Jessop  |  Este artigo explora alguns dos modos pelos quais as análises do Estado integral e da hegemonia feitas por Gramsci nos Cadernos do cárcere (1929-35) foram interpretadas, criticadas e desenvolvidas nas décadas de 1960 e 1970 por dois marxistas franceses e um marxista grego radicado na França: Louis Althusser, Christine Buci-Glucksmann e Nicos Poulantzas. Embora os três tenham sido lidos essencialmente como marxistas estruturalistas, suas apropriações de Gramsci foram marcadamente distintas e, na verdade, antagônicas. Aqui não tenho espaço para apresentar o trabalho de Gramsci como ponto de referência para ese exercício, mesmo que uma leitura inocente fosse possível. Assim, inicio com a recepção, em geral crítica, que Althusser fez da filosofia da práxis de Gramsci e sua visão alternativa da ideologia e dos Aparelhos Ideológicos de Estado (AIE). Em seguida, retomarei três momentos na recepção mais positiva de Gramsci por parte de Poulantzas, notadamente no que se refere à especificidade histórica da luta burguesa pela hegemonia nacional-popular e o papel que o Estado capitalista desempenha para assegurar a dominação de classe burguesa. Enfim, terminarei com a releitura filosófica que Buci-Glucksmann faz das notas de Gramsci sobre a hegemonia e o integraler Staat (stato integrale) nos termos de seu novo conceito de erweiterter Staat (stato allargato).

Antonio Gramsci nunca dejó de pensar

Carlos Cruz  |  “Debemos impedir que este cerebro funcione por veinte años.”  Con estas palabras, brutales, se sintetizó el pedido de pena efectuado por el fiscal Isgrò en su alegato ante el Tribunal Especial Fascista que condenó a Antonio Gramsci (Ales, 1891-Roma, 1937) a la pena de 20 años, 4 meses, 5 días de reclusión y multa.

En este mes de enero se conmemora un nuevo aniversario del nacimiento, en la isla mediterránea de Cerdeña, del teórico revolucionario, promotor de los Consejos de fábrica y diputado comunista sardo, quien, pese a las prácticas represivas de la Justicia italiana, durante su encierro en la lúgubre prisión milanesa de San Vittore, no dejó de pensar. Por el contrario, dando testimonio de que el fascismo podía limitar su vida de hombre pero no doblegar su férrea