25/6/13

Gramsci e as lutas políticas

Pedro Carrano
                 
“Gramsci coloca que se a hegemonia é um dos elementos-chave para a luta política, para a de classes, ou seja, a classe que quer se tornar dirigente precisa alcançar hegemonia. Então, ela tem diferentes batalhas a serem travadas que não se limitam à esfera econômica, mas que se ampliam para a esfera política. Nesse sentido, existe uma batalha cultural a ser travada”, afirma Cristina Bezerra, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora e especialista na obra do revolucionário italiano Antonio Gramsci (1891-1937).

Cristina, no processo de pós-graduação, foi orientada por Carlos Nelson Coutinho, um dos principais responsáveis pela introdução do pensamento de Gramsci no Brasil. Professora do curso de especialização em Economia e Desenvolvimento Agrário, uma parceria entre a Escola Nacional Florestan Fernandes e a Universidade Federal do Espírito Santo, Cristina abordou, em entrevista ao Brasil de Fato, alguns aspectos do pensamento de Gramsci que ajudam a entender o momento atual da luta de classes: a batalha no campo da cultura e das ideias, a necessidade do partido político, e a produção dos intelectuais próprios da classe trabalhadora.

Hegemonías, sujetos y revolución pasiva

Javier Balsa

Más allá de su historia previa, el concepto de hegemonía se encuentra ineludiblemente ligado a las teorizaciones de Antonio Gramsci. De hecho, fue durante la segunda posguerra cuando, a través de un trabajo de exégesis de su obra (en especial de sus Cuadernos de la Cárcel), se avanzó en la teorización de la hegemonía, convirtiéndose en una piedra angular de la teoría marxista de la política y la ideología, al tiempo que un concepto sumamente utilizado por diversas corrientes de las ciencias sociales. Paradógicamente, algunas de las más agudas observaciones acerca de la obra gramsciana acabaron tomando una distancia crítica con respecto a sus posiciones. Así por ejemplo, la minuciosa lectura de los Cuadernos que emprendiera Perry Anderson (1978) terminó en cierta desvalorización de la utilidad del concepto de hegemonía para dar cuenta de la dominación en las sociedades capitalistas desarrolladas.