26/10/13

Gramsci, Sartre e o resgate do marxismo

Antonio Gramsci ✆ Mucchi
Bárbara Castro  |  Com sua filosofia da práxis, Gramsci tomou como problema uma ruptura no  pensamento marxista que era fruto tanto da sua ortodoxia quanto da experiência que se desenrolava no partido socialista italiano: teoria e prática eram tratadas como coisas separadas. As conseqüências desta separação resultavam não apenas nas análises mecanicistas e economicistas da realidade, mas, também, nas práticas do Partido. O mesmo problema –a ruptura entre teoria e prática– é o que teria levado Sartre a justificar a construção da ideologia existencialista à margem da filosofia marxista. A separação entre ser e saber, ou seja, entre prática e teoria,seria a falha do marxismo causada por seus próprios vícios, doença à qualo existencialismo queriachamar a atenção e tentar superar.

Partindo destas duas informações gerais –portantoreduzidas -acerca de uma preocupação comum que guiava tanto o pensamento de Gramsci quanto o de
Sartre, e tendo como fato a distância histórica que marca a elaboração teórica de um e de outro, buscarei  não forçar um diálogo entre ambos, mas demonstrar a importância da discussão acima explicitada e suas conseqüências tanto para o desenvolvimento de um pensamento crítico, quanto sua contribuição para a construção de uma teoria da transição