27/12/12

Da Libertação à Hegemonía / Freire e Gramsci no processo de democratização do Brasil

Paulo Freire
✆ Omar García
Antonio Gramsci
✆ Gianluca Costantini
Giovanni Semeraro

As lutas populares que se desencadearam no Brasil desde os anos 1960 até hoje podem ser caracterizadas por dois grandes paradigmas: "libertação" e "hegemonia". A "libertação" foi a tônica predominante nos anos 1960 e 1970. A "hegemonia" tem sido a palavra de ordem ao longo dos anos 1980 e 1990. A primeira, representada particularmente por Paulo Freire, e a segunda, tendo em Antonio Gramsci sua referência maior, foram se entrelaçando e tornaram-se inseparáveis no desenho de um projeto alternativo de sociedade. Neste artigo, apresenta-se uma análise crítica de seus significados em decorrência dos dez anos da

Antônio Gramsci e a Educação

Roberta Ravaglio Gagno & Andréa Gracia Furtado

O texto em questão advém de uma pesquisa já concluída a respeito dos processos de participação política e da construção para a democracia. Encontrou-se em Gramsci importante referencial teórico para a discussão dessas questões, bem como a discussão de conceitos como hegemonia, cultura e a formação de intelectuais/dirigentes. Esse artigo demonstra a concepção da escola a partir de pressupostos de Antônio Gramsci e seu papel na construção de uma nova cultura. Conclui-se mostrando alguns caminhos e reflexões que a escola pode realizar no sentido de formar dirigen- tes, capazes de participar das decisões políticas de sua escola e de seu país.

1. A Educação

Antônio Gramsci demonstrou interesse pela educação em vários escritos e

Gramsci, el latín y la traición / Sobre “Tradire Gramsci”, de Giuseppe Prestipino

Edgardo Logiudice

Guido Liguori se pregunta[1] si es lícito que un autor (G. Prestipino) que se propone evitar forzar los textos, al interpretar a Gramsci en otros contextos históricos y teóricos distintos a los de aquél, -asuma ­­aunque con inteligencia y honestidad- que no hay escapatoria a aquello de que todo traductor es traidor: Traduttore, traditore (en castellano la expresión "traductor, traidor" pierde su encanto fonético).

Nuestro autor solía decir que antes que definirse en algún "ismo", pretendía contenerse en la tradición marxista. Sintomáticamente, tradición, traducción, traición, tienen una misma raíz latina que indica tránsito.[2] Podría decir que estas páginas que -como aclara G.P.- fueron escritas y pensadas hace tiempo y