26/2/12

As cinzas de Gramsci / Uma dialética do coração à margem do mundo

Ricardo Rizzo

Carlos Nelson Coutinho e Andréa de Paula Teixeira (orgs.). Ler Gramsci, entender a realidade. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003. 293p. 

> Não, meu coração não é maior que o mundo: Carlos Drummond de Andrade

É preciso queimar todo o passado e reconstruir uma nova vida. Ninguém deve se deixar dominar pela vida vivida até agora, ou, pelo menos, só conservar o que foi construtivo e belo. É preciso sair do fosso e lançar o sapo longe do coração (Gramsci, em carta à esposa, de 27 de junho de 1932).

Resultado do segundo congresso da International Gramsci Society, realizado no Rio de Janeiro em 2001, apenas uma semana depois dos acontecimentos de 11 de setembro, este Ler Gramsci, entender a realidadecondensa, nos seus vinte ensaios de variados sotaques, um propósito rigoroso: desafiar a imensa contribuição teórica gramsciana confrontando-a com uma realidade que parece ter intensificado vertiginosamente aspectos daquele mundo “grande e terrível, e complicado” sobre o qual o revolucionário sardo se debruçara de corpo e alma. Na verdade, entre “ler Gramsci” e “entender a realidade”, vai uma distância, tem lugar um esforço de mediação de contextos particulares em alguma medida semelhante ao mesmo esforço que Gramsci empreendera ao tentar achar as razões da derrota da revolução socialista no Ocidente, de dentro da escuridão do cárcere fascista.

É certo que cada época articula, a seu modo, os adjetivos do mundo. Sem dúvida que no decorrer do século XX, talvez o mundo tenha sido mais intensamente “terrível”, ou mesmo “maior”, do que é hoje. Somos freqüentemente levados a acreditar que as distâncias estão se comprimindo na concretude de uma humanidade tangível, comunicante. De outro lado, a expansão da cultura democrática, apontada por alguns dos ensaístas deste livro como movimento estrutural sólido e distinguível na bagunça da totalidade social contemporânea, indica algum recuo do “terrível”. Difícil é sustentar que o mundo seja hoje menos “complicado” do que ontem. Convém lembrar que os fatores de complexificação que tanto ocuparam Gramsci na tentativa de determinar as características das sociedades de tipo “ocidental” (e com isso pensar uma filosofia da práxis revolucionária adequada à “complicação” das sociedades mais avançadas) não cessaram de atuar por todo o século passado, produzindo uma correlação de forças esfacelada por múltiplas experiências históricas demasiado singulares para se deixarem reduzir, sem resistência, a um modelo comum. O mundo certamente é hoje um lugar ainda mais complicado do que na primeira metade do século XX. Não espanta, então, que um filósofo do “complicado” por excelência, reconhecedor da primazia do objeto no cálculo da prática (o mundo, afinal, é maior que o coração), seja chamado novamente a “entender a realidade”.

Igualmente esperável, nesse multilivro, a recorrência bastante marcada de alguns temas centrais, aqueles surgidos exatamente desse exame da realidade complicada, empreendido ao longo principalmente dos Cadernos do Cárcere. Conceitos fortes da equação política gramsciana como “Estado”, “sociedade civil” e “hegemonia”; bem como seus pares dialéticos, “força-consenso”, “dominação-direção”, são esquadrinhados e testados a todo o tempo na sua capacidade de iluminar os diversos contextos atuais. É como se essas próprias centralidades temáticas cuidassem, com sua força gravitacional, de “organizar”, na memória do leitor, os vinte ensaios dispostos aqui em ordem alfabética segundo o sobrenome dos autores. Dessa maneira, é possível que a forma do livro denuncie melhor a pluralidade das leituras em torno de Gramsci, o que por sua vez depõe pela multiplicidade de focos com que a sua atenção dialética procurou ler nas entrelinhas do mundo.

Mas, se por um lado as leituras aqui coligidas celebram a pluralidade, por outro elas implicam também alguma irregularidade. Evidentemente, cada leitor trará para essa coleção seus critérios e com eles elegerá seus textos preferidos, que certamente não serão todos. Nem por isso, no entanto, torna-se desaconselhável tentar buscar e discutir entre as diferentes abordagens os marcos de uma avaliação crítica.

Nesse sentido, o texto de Dante Germino, professor da Universidade de Amsterdã tragicamente falecido em maio de 2002, a quem o volume é dedicado, pode ocupar uma posição central. O ensaio chama-se “Interpretando Gramsci”, e, partindo da premissa um pouco óbvia de que existem tantas interpretações de Gramsci quanto forem os intérpretes, pergunta: existiria um Gramsci gramsciano? No contexto de uma espécie de “luta por Gramsci”, Germino parece inverter o título da coletânea: trata-se, antes, de entender Gramsci, e aí ler a realidade. O critério que Germino oferece para distinguir a verdadeira “interpretação” da mera “expropriação” do texto gramsciano seduz pela sua ambição intransigente. Trata-se de aplicar a Gramsci o método que ele mesmo empregou para “interpretar” suas principais influências (Marx e Croce entre elas): “primeiro, uma análise minuciosa de todos os textos do autor, e não apenas os considerados ‘principais’; e, segundo, uma investigação da vida e da época do autor”.

Para Germino, no quadro de uma “investigação da vida” do autor, adquire especial relevo a leitura das cartas que Gramsci escreveu antes e depois de preso, à guisa de biografia intelectual. Nessa linha, tampouco a sua experiência como gobbo, ou “corcunda”, poderia ser desprezada. Ao contrário, esses e outros dados da sua vida (a origem sarda, pobre, a prisão do pai e a precariedade econômica da família) seriam indispensáveis para definir o modo pelo qual Gramsci “lia a realidade”, na opinião de Germino: “das margens para o centro”.

Assim como Gramsci procurava compreender Marx não a partir de “afirmações casuais e aforismos isolados”, mas captando “o ritmo do pensamento em desenvolvimento”, Germino entende que devemos compreender Gramsci através de suas origens, de sua obra como processo e construção orgânica (Cadernos e escritos pré-carcerários) e das condições em que ela se desenvolveu. Para ele, o Leitmotiv do pensamento gramsciano deve ser buscado “na sua paixão por superar a marginalização”. O ressentimento de Gramsci, cuja formação deve tanto à prática, de ter sido afastado da realidade tangível constituiria também um dado importante.

A menção a este fato, feita de passagem, nos leva a pensar num curioso paradoxo: quiçá não foi justamente por ter sido arrancado da vida prática que Gramsci pôde elevar a filosofia da práxis à mais elaborada dignidade teórica? Na intenção de impedir que esse cérebro funcionasse, o fascismo pode ter criado as condições para a mobilização máxima de suas energias. Numa carta de 19 de novembro de 1928, à esposa, Gramsci revela o seu medo de ser esmagado pela rotina do cárcere, mas reage: “Certamente eu resistirei”. A escrita surge então como trincheira da lucidez. Seguindo o método de Germino, devemos interpretar os Cadernos inclusive à luz desse seu desenvolvimento improvável. Certamente a estrutura que resulta daí acaba sendo mais propícia, por fragmentada, àquilo que Germino chama de “expropriação”: “Expropriar Gramsci significa arrancar determinadas idéias ou passagens do contexto, para dar apoio ao projeto pessoal do expropriador”. E acrescenta que, para ele, todas as supostas interpretações que apresentam Gramsci como um “revisionista”, por exemplo, seriam típicas “expropriações”. “Entre Gramsci e Bernstein existe um abismo” - ressalta.

O critério de Germino é generoso porque recoloca a obra considerada como um todo vivo, e seu contexto como parte da sua vida, no centro do processo interpretativo, que passa a exigir maior fôlego (o método fica um pouco parecido com a empresa que o Pierre Ménard, personagem de Borges, descartou por considerar muito fácil: tornar-se o próprio Miguel de Cervantes como estratégia para escrever o Quixote). Seguramente alguns dos textos desta coletânea parecem ater-se mais que outros a este exercício de contextualização dialética que presta homenagem à própria obra. Nesse sentido, os três primeiros textos do livro, de Giorgio Baratta, Francisco Buey e Joseph Buttigieg, são genuínos casos de interpretação.

Baratta, no ensaio “Antonio Gramsci entre a Itália e o Brasil”, explicita como a condição a um só tempo européia e italiana de Gramsci influi no desenvolvimento de seu “método comparativo”, cujo código-fonte é o estudo da gramática histórica. Para Baratta, o que articula em Gramsci o interesse pela questão nacional (as “coordenadas territoriais da problemática político-social”) e a aguda consciência de que sempre a “história” é “história mundial”, é o fato de ele ser “um pensador organicamente internacionalista”, ou seja, capaz de abrigar tanto a questão da unidade italiana quanto a da união européia sob o signo da “unificação do gênero humano”, com sua marca filológica. Os Cadernos seriam assim a tematização do contraponto entre dois temas, a “crise” italiana e a marcha do “mundo grande e terrível, e complicado”. Um Gramsci cingido entre o impulso cosmopolita e a origem provinciana, inclinando-se para o primeiro sem jamais se perder da segunda, resumiria assim a própria condição histórica da sociedade que ele buscava interpretar.

Baratta procura demonstrar como o Brasil de hoje consistiria um “caso” de articulação entre questão nacional e dimensão internacional a ser visto sob a ótica gramsciana. E para tanto recorta duas contribuições centrais da nossa tradição de “pensamento nacional”: Sérgio Buarque de Holanda e Carlos Nelson Coutinho comparecem como pensadores do desenvolvimento da “nação e do Estado-nação”. Em Buarque a temática da implantação da cultura européia em território tropical (o contraponto entre a “sociabilidade pública” e a tradição de nossa “cordialidade privada”) e, em Coutinho, a situação do nosso DNA colonial no contexto da acumulação primitiva de capital fornecem os pontos de partida para a reflexão acerca do “justo equilíbrio entre peculiaridades nacionais e horizonte internacional”, em que, entre outros, os traços da “cultura popular” e da “questão americana” evidenciariam convergências mais pontuais com Gramsci.

A Buey também interessa a “dialética histórica da identidade e diferença entre culturas” (“Gramsci no mundo de hoje”). Mas sua interpretação cumpre outro trajeto. Partindo da reflexão nos Cadernos sobre língua, linguagens e política, Buey salienta o esforço de Gramsci para fabricar uma linguagem política nova (descartando qualquer formalismo, porque sabia que a política é feita de metáforas). Essa vontade de linguagem estaria em consonância com a concepção de Gramsci sobre o trabalho intelectual (e seu papel na construção de hegemonias, que, no fundo, não deixam de ser grandes acordos de sentido) e com a necessidade constante de travar o diálogo entre culturas e entre gerações - esta sendo, para Buey, a principal “tarefa pré-política” de uma nova esquerda nesse início de século. Buey sustenta então que a “forma-Cadernos”, através da qual Gramsci pensou, seria precisamente a forma de um diálogo, um diálogo com a tradição, com seus contemporâneos, e inclusive um “diálogo consigo mesmo, mas sem ensimesmamento”. Buey acrescenta à dialética nacional/internacional o ingrediente da tradutibilidade das linguagens, com seus pressupostos assentes numa perspectiva mundialista e na idéia de progresso, que Gramsci compartilha com a melhor tradição iluminista.

A idéia de que a forma dialógica é fundamental na estrutura dos Cadernos é compartilhada por Buttigieg, no seu “Educação e hegemonia”. Ele nota que precisamente a noção tão importante de hegemonia não chega a se pôr como um “tema” pontualmente enfrentado por Gramsci. É antes uma “construção orgânica de sentido” que atravessa o próprio “ritmo do pensamento em desenvolvimento”, forjando-se no diálogo e no confronto crítico das idéias. Sua espessura conceitual, entretanto, deixa revelar um pouco do fundamento ético que a textura aberta do pensamento gramsciano transporta.

Buttigieg, finíssimo intérprete, lê as cartas e alude ao périplo doloroso do jovem Gramsci através do sistema de ensino de sua época até sua passagem pela universidade, uma superação dos mais variados obstáculos, sempre “da margem para o centro”. Atenta também para a sua atividade de jornalista político, marcada pela “convicção profunda de que a tarefa mais urgente do movimento socialista tinha natureza cultural e educacional”. Ressalta ainda a forte presença de Vico na certeza de Gramsci de que a emancipação passa pelo conhecimento, especialmente pelo conhecimento “dos outros”, de sua história e cultura, e pela forja de uma “consciência superior”. É nesse cruzamento que Buttigieg situa a gestação do conceito de hegemonia e sua presença orgânica nos Cadernos, que seriam “o registro de uma extensa investigação destinada a ‘conhecer os outros’”.

O diálogo da “forma-Cadernos” estaria atravessado desse fundamento ético e epistemológico que informa a noção de hegemonia como “uma relação pedagógica, que se verifica não apenas no interior de uma nação, entre as diversas forças que a compõem, mas em todo o campo internacional e mundial”. A hegemonia, nessa sua essência pedagógica, atuaria inclusive no interior das próprias classes dirigentes, acentuando-lhes a capacidade de ver além de seus interesses corporativos (talvez ajudando a explicar as “reservas políticas” das classes dominantes nas sociedades avançadas). O Iluminismo, como expressão da hegemonia revolucionária na Revolução Francesa, teria funcionado como “uma Internacional espiritual burguesa” por si só revolucionária. Buttigieg nos vai conduzindo, por diversas mediações, a essa idéia de hegemonia como relação educacional, em sentido amplo. Sua preocupação é mostrar que as questões centrais da educação, como a diferença na instrução recebida pelas classes privilegiadas e setores desfavorecidos, são propriamente as questões da hegemonia.

Aos intérpretes cuidadosos, entretanto, se sucedem ilações não muito escrupulosas no que concerne à organicidade da própria obra de Gramsci. O Gramsci acolhido pela “teoria dos direitos humanos”, no artigo dos australianos Alastair Davidson e Kathleen Weekley, é declaradamente o Gramsci parcial que enxergava a importância do senso comum nacional-popular. Refratária ao momento institucional dos direitos (“Sua insuficiência [do governo das leis] residia no fato de que tornava os tribunais o lugar da palavra final”), bem como ao movimento dialético que insiste na importância dos Estados nacionais num contexto de internacionalização, a “teoria dos direitos humanos” reivindica seu Gramsci democrático e pluralista, supondo a existência, em algum lugar, de um Gramsci totalitário.

Nesse passo, vemos que as “expropriações” são essencialmente leituras pouco dialéticas. Talvez a pressa em subsumir aspectos da realidade palpitante às sempre sedutoras categorias gramscianas atropele, de vez em quando, as mediações necessárias, precisamente aquelas que já estão indicadas no seu método. O inglês Jeremy Lester (“Alinhando a inteligência com a vontade”), por exemplo, propõe um acordo entre o pessimismo da inteligência e o otimismo da vontade que supere a tendencial primazia do primeiro, promovendo seu encontro num híbrido “terreno mútuo do otimismo”. Sua síntese (nada menos do que um “otimismo da inteligência”) o leva a comentar o nosso MST no contexto das “lutas contra-hegemônicas” de hoje. Lester salienta a universalidade e organicidade de um movimento capaz de articular-se para além do interesse de classe, sob direção espiritual de “um misticismo não metafísico, mas materialista”, o que teria, a seu juízo, fascinado Gramsci (o recurso a um Gramsci hipotético é bastante caro aos expropriadores, de um modo geral). Provavelmente aqui a expropriação se dá não só com respeito a Gramsci, mas também com relação a uma realidade que, sendo muito mais rica, aparece fora de sua problemática histórica, reduzida a fantoche argumentativo.

Um dialético do tamanho de Guido Liguori, muito diferentemente, nos oferece um “estudo de caso” profundamente respeitador do desenvolvimento das categorias gramscianas (“Estado e sociedade civil: entender Gramsci para entender a realidade”). Seu artigo se ocupa da centralidade do conceito de “Estado ampliado” nos Cadernos, em direção à compreensão do protagonismo do Estado no século XX, e no contexto conceitual de uma luta teórica contra a separação orgânica (adialética) entre “sociedade civil” e “Estado”. Para Liguori, essa centralidade não põe o Estado como sujeito da história, mas faz lembrar que os verdadeiros sujeitos, as classes sociais, tornam-se hegemônicos a partir justamente da sua “capacidade de tornar-se Estado”.

Mas o “estudo de caso” empreendido por Liguori versa sobre o atualíssimo “fenômeno Berlusconi”. Liguori procura ver de que modo as categorias gramscianas podem ajudá-lo a compreender a ascensão estonteante do dono de redes televisivas que se tornou chefe de governo (realidade muito verossímil para os brasileiros). Ressaltando que, na época em que Gramsci escreveu não havia televisão, Liguori retoma a famosa nota sobre “Hegel e o associacionismo”: “O Estado tem e pede o consenso, mas também ‘educa’ este consenso através das associações políticas e sindicais, que, porém, são organismos privados”. Tendo em vista a expansão exponencial dos processos de formação das consciências verificada nas últimas décadas, Liguori chega a indicar a modificação do panorama antropológico italiano, com a criação do novo “homem berlusconiano”, modificação esta tornada possível justamente a partir do Estado (entendido em chave ampla), que, com suas televisões tidas por privadas, estaria em posição de produzir um novo “senso comum”.

É curioso ver que o processo detectado por Liguori com a ajuda de Gramsci talvez já tivesse sido esboçado por Walter Benjamin, de outra forma, na década de trinta. Preocupado com os efeitos das inovações técnicas sobre o estatuto estético e político da obra de arte, Benjamin escreve que: “Essa nova técnica esvazia os parlamentos, assim como esvazia os teatros. O rádio e o cinema não modificam apenas a função do ator profissional, mas - de maneira semelhante - a de qualquer um, como o caso do governante, que se apresente diante do microfone e da câmara”. Com recurso a esta passagem de Benjamin, fica mais fácil compreender como a ascensão de Berlusconi, segundo Liguori, fez-se acompanhar de um discurso hostil à política institucional.

Percorrendo os artigos deste múltiplo Ler Gramsci, entender a realidade, teremos ainda acesso a uns tantos outros casos, interpretações e expropriações. A “luta por Gramsci” mostra, nos seus diversos rounds, o gigantismo de um legado duramente composto de cinzas e margens, na precariedade absoluta com que a história do breve século vinte (mais breve ainda para Gramsci) acalentou seus derrotados.

Um livro como este torna-se logo fundamental até como registro de uma qualidade do pensamento de Gramsci que podemos associar àquela virtude literária chamada por Italo Calvino, nas suas Seis propostas para o próximo milênio, de “multiplicidade”: “De qualquer ponto que parta, seu discurso se alarga de modo a compreender horizontes sempre mais vastos, e se pudesse desenvolver-se em todas as direções acabaria por abraçar o universo inteiro”.

Ricardo Rizzo é autor de Cavalo marinho e outros poemas. São Paulo/Juiz de Fora, Nankin Ed./Funalfa, 2002. 
http://www.artnet.com.br/gramsci/arquiv299.htm