30/8/11

Los "Sin Tierra", sin Dilma Rousseff


Ricardo Romero
A la crisis parlamentaria y de gabinete se le suma la social. Esta semana, el Movimiento de los Sin Tierra y Vía Campesina se movilizaron hacia Brasilia, sede del gobierno federal, y marcharon por la Explanada de los Ministerios, en la principal avenida de esa ciudad que concentra a las oficinas de los principales poderes públicos. Unos 20 mil manifestantes se constituyeron en la primera marcha de masas contra la gestión de Dilma Rousseff.
Allí, el movimiento campesino expuso sus demandas a Rousseff, en un pliego con unas veinte reivindicaciones, donde se destacan, principalmente, el reclamo del 10 por ciento del PBI a la educación pública y gratuita; una reforma laboral que incluya la reducción de la jornada sin disminución de salarios; la prohibición del uso de agrotóxicos en la agricultura, y la legendaria bandera de la Reforma Agraria. Cuando el dirigente Joao Paulo Rodrigues se dirigió a sus compañeros, sostuvo: “¡Nuestra reivindicación es simple, liberen las partidas presupuestarias sin asignar para asentar a las familias acampadas!”. Ante la arenga, los campesinos corearon: “De los Sin Tierra, Dilma se olvidó, al latifundio ella enriqueció”.

El triunfo que descolocó a los oligopolios de la palabra en Argentina


En su séptimo informe, la Red de Observatorios Universitarios de Medios marca el antes y el después de las elecciones primarias
Ya nada será igual para los medios concentrados argentinos. Las Primarias Abiertas Simultáneas y Obligatorias (PASO), celebradas el pasado 14 de agosto, señalaron un punto de inflexión significativo porque fue la propia ciudadanía, con su participación democrática, la que logró traumatizar la capacidad disciplinante de los aparatos oligopólicos.
En el último informe de la Red de Observatorios Universitarios de Medios (ROUM), que abarca los análisis realizados durante la primera quincena de agosto, se da cuenta de una serie de estrategias y operaciones que no resistieron el peso de la realidad. La investigación destaca los resultados obtenidos sobre los diarios Clarín y La Nación (Buenos Aires), Los Andes y UNO (Mendoza), El Tribuno (Salta) y La República (San Luis).

Frantz Fanon y la cuestión nacional


Manuel Almisas Albéndiz
A pocos meses de que se cumplan los 50 años de la muerte de uno de los teóricos marxistas y humanistas más influyentes de la década de los 60 en los movimientos de liberación nacional de África y América Latina, es preciso recuperar algunas ideas de actualidad recogidas en su inmortal obra “Los condenados de la tierra (1)” (Frantz Fanon, 1925-1961).
En la comunicación dirigida al Segundo Congreso de Escritores y Artistas Negros, celebrado en Roma (1959), el pensador revolucionario Frantz Fanon se posicionó claramente contra aquellos que, amparados en algunas citas de los clásicos del marxismo pero olvidándose de la riqueza del análisis marxista (el análisis concreto de la situación concreta), rechazaban las reivindicaciones nacionales en los países del llamado Tercer Mundo. “Ha llegado el momento de denunciar el fariseísmo de algunos” que dicen que ha llegado la hora “de los grandes conjuntos” y que “los anticuados del nacionalismo deben corregir sus errores”, de los que piensan que la reivindicación nacional “es una fase que la humanidad ha superado”.
Con una notoria claridad dialéctica de lo que significan los conceptos antagónicos unidad-separación, individual-universal y nacional-internacional, escribe que la conciencia de sí mismo no es una cerrazón a la comunicación con el otro, sino, todo lo contrario, es su garantía, como nos enseña la reflexión filosófica. “La conciencia nacional (que no es el nacionalismo, remarca) es la única que nos da una dimensión internacional”.

Palmiro Togliatti — os anos Ercoli

Renato Guttuso / Ocupación de las tierras no cultivadas

Marco Mondaini
Comparando o prefácio de Giorgio Napolitano à segunda edição, de 1970, do ensaio de Togliatti intitulado O Partido Comunista Italiano — ensaio publicado inicialmente em janeiro de 1958 — com o prefácio de Renzo Martinelli à terceira edição, de 1997, uma diferença salta aos olhos rapidamente: enquanto, no primeiro, o “historicismo” togliattiano é vistotout court de forma positiva, no segundo é observado como algo marcado desde suas raízes por um “caráter finalista”, em relação ao qual, porém, “não só Togliatti, mas o conjunto do partido, seus quadros e seus militantes, as massas que seguiam a orientação do PCI” encontrar-se-iam de acordo. Então, para Martinelli, muito poucos teriam questionado o fato de que o PCI consistia numa “necessidade histórica”, assim como a ruína do capitalismo e a chegada ao socialismo [1].
Parece-nos que o juízo fortemente crítico emitido por Cesare Luporini, nos anos 1970, contra o “historicismo teórico” largamente hegemônico no interior do PCI refere-se precisamente a este “historicismo” de natureza finalista — uma teoria que até funcionava como agente problematizador do real, mas que, em última instância, revelou-se mais um elemento de cristalização intelectual e política:

Togliatti, Gramsci e o fascismo


Marco Mondaini 
O primeiro elemento teórico de destaque no pensamento de Togliatti (ainda em fase de maturação, no segundo lustro dos anos vinte) foi, sem sombra de dúvida, o uso, originado pela sua adesão juvenil ao historicismo, da categoria de “análise diferenciada”. Utilizada, grosso modo, durante toda a sua vida intelectual e política (excluídos os períodos mais sombrios de asfixia stalinista, como veremos mais à frente), a “análise diferenciada” constituiu condição sine qua non para o “reconhecimento da especificidade nacional italiana”. Nas palavras de Giuseppe Vacca:
O campo teórico no qual se inscreve o reconhecimento nacional é, por isso, definido por uma contemporaneidade bem precisa [...] uma contemporaneidade diferenciada e medida pelas desigualdades de desenvolvimento das forças produtivas, que se resume sinteticamente nas características nacionais das suas particularidades e diversidades [1].
Considerada por Ernesto Ragionieri como “a mais profunda e convincente interpretação até hoje dada do fascismo italiano”, as Lições sobre o fascismo, de janeiro-abril de 1935, são, inquestionavelmente, o momento maior de “análise diferenciada” levada a cabo por Togliatti até então [2].

Uma “carta do cárcere”, há mais de oitenta anos


Esta é uma das 478 cartas e bilhetes redigidos de diferentes cárceres, entre 1926 e 1937, por Antonio Gramsci. Juntos, compõem um inesperado "romance de formação": um precioso documento da transformação de um sardo provinciano em grande intelectual europeu. E também representam, evidentemente, um ato de acusação contra o fascismo, que condenou Gramsci a uma inexorável "morte lenta". Um bom número destas cartas foi dirigido a Tatiana (Tania) Schucht, cunhada do prisioneiro, que, com o amigo Piero Sraffa, especialmente designado por Palmiro Togliatti e pelo PCI, foi figura essencial na assistência a Gramsci e na afortunada preservação do seu legado. Mantivemos aqui as notas e referências da edição brasileira das Cartas do cárcere, publicadas em dois volumes pela Editora Civilização Brasileira, em 2005.
11 de abril de 1927


Querida Tania,
Recebi seus cartões de 31 de março e de 3 de abril. Agradeço as notícias que me manda. Espero sua vinda a Milão; mas, confesso, não quero contar muito com ela. Pensei que não seria muito agradável continuar a descrição, iniciada na última carta, de minha vida atual. É melhor que, em cada vez, escreva o que me vier à cabeça, sem um plano preestabelecido. Escrever também se tornou um tormento físico, porque me dão penas horríveis, que arranham o papel e exigem uma atenção obsessiva para a parte mecânica de escrever. Acreditava que poderia obter o uso permanente de caneta e me havia proposto escrever os trabalhos que lhe mencionei; mas não pude obter a autorização e não gosto de insistir [1]. Por isso, só escrevo nas duas horas e meia ou nas três horas em que cuidamos da correspondência semanal (duas cartas); naturalmente, não posso fazer anotações, isto é, na realidade não posso estudar de modo ordenado e proveitoso. Mal leio. Mas o tempo passa rapidamente, mais do que podia pensar.

Uma reflexão sobre o capitalismo da globalização


Giulio Sapelli
Este ensaio faz parte de Gramsci e il Novecento, obra publicada em 1999 na Itália e não traduzida entre nós. Trata-se da compilação dos anais do seminário de mesmo nome realizado em Cagliari em 1997, por ocasião do sexagésimo aniversário da morte do pensador italiano. Para uma visão global dos ensaios apresentados naquele seminário, recolhidos no livro mencionado e aqui traduzidos, o leitor deve partir da introdução escrita por Renato Zangheri.
Sobre a luta contra o “bloco demográfico reacionário”
Reler Americanismo e fordismo de Antonio Gramsci [1] significa, hoje, refletir sobre a mundialização mais da sociedade, das sociedades, do que unicamente das economias: se o século XX foi o século da mundialização da economia, o século XXI será o século da mundialização dos sistemas sociais. Este é o primeiro ponto de perspectiva, ao mesmo tempo de continuidade e ruptura, que nos assalta quando voltamos a meditar naquelas páginas:
Mas o problema não é saber se na América existe uma nova civilização, uma nova cultura, mesmo que ainda no estado de “farol”, e se elas estão invadindo ou já invadiram a Europa: se o problema tivesse de ser posto assim, a resposta seria fácil: não, não existe, etc., e, de resto, o que se faz na América é apenas remoer a velha cultura europeia. O problema é este: se a América, com o peso implacável de sua produção econômica (isto é, indiretamente), obrigará ou está obrigando a Europa a uma transformação radical de sua estrutura econômico-social demasiadamente antiquada, o que ocorreria de qualquer modo, ainda que com ritmo lento, mas que, ao contrário, se apresenta desde já como um contragolpe imediato da “prepotência” americana; ou seja, se está ocorrendo uma transformação das bases materiais da civilização europeia, o que a longo prazo (e não muito longo, já que atualmente tudo é mais rápido do que no passado) levará a uma transformação da forma de civilização existente e ao nascimento forçado de uma nova civilização [2].

Sociedade de massas, sociedade civil e subjetividade

Inacio Nunes (Brasil) Feria de arte

Giovanni Semeraro 
1. A nova política do protagonismo das massas
Gramsci teve uma existência relativamente curta (1891-1937), mas viveu intensamente eventos históricos extraordinários que marcaram os rumos do nosso século: a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, os levantes operários na Europa, a formação de grandes partidos políticos, a consolidação de regimes totalitários, a depressão econômica de 1929, a afirmação dos Estados Unidos como potência hegemônica mundial. 
Neste período, aparecem já claras as características dominantes das décadas seguintes: a emergência crescente das massas e as dimensões globais e instantâneas que vieram adquirindo as complexas relações humanas. Hoje, favorecidos por um olhar retrospectivo sobre o século que se fecha, percebemos melhor que o mesmo fenômeno tem percorrido todos os continentes estreitando-os em um destino comum. Não apenas as guerras "totais" -- as mais catastróficas da história da humanidade --, mas, "filhas" destas, as revoluções políticas e culturais fizeram do 900 um século "breve" e convulsivo marcado por tensões "extremas" que juntaram inauditos massacres humanos com prodigiosas conquistas científicas e tecnológicas(1).

¿Alguien sabe algo de Islandia?

Marco Pala
¿Alguien cree todavía que no hay censura el día de hoy? Entonces, ¿por qué, si por un lado estamos informados sobre todo lo que está sucediendo en Egipto, por otro lado los medios masivos de información no han dicho una sola palabra sobre lo que sucede en Islandia?
El pueblo de Islandia ha logrado hacer dimitir completamente un gobierno. Se nacionalizaron los principales bancos comerciales; los ciudadanos decidieron por unanimidad declarar la insolvencia de la deuda que esos mismos bancos habían contraído con Gran Bretaña y Holanda, producto de lo inadecuado de su política financiera; finalmente, se creó una asamblea popular para rehacer por entero la Constitución. Y todo de un modo pacífico. Una verdadera Revolución contra el poder que había conducido a Islandia hacia el reciente colapso económico.

España: ¿Quién puede legítimamente reformar una Constitución democrática?


Rubén Martínez Dalmau  /  Especial para Gramscimanía
El constitucionalismo democrático surge históricamente en el revolucionario intento de hacer posible lo que parecía imposible: limitar el poder público, organizándolo, y legitimarlo democráticamente. 
Si se lo preguntáramos a los revolucionarios liberales que a finales del siglo XVIII utilizaron el concepto de Constitución democrática para poner punto y final al absolutismo monárquico y sentar las bases del fin del Antiguo Régimen, no habría duda: la Constitución puede ser reformada democráticamente sólo por el pueblo. Pero en nuestros días, a la vista está, la cosa no parece estar tan clara.
En efecto, el constitucionalismo democrático surge históricamente en el revolucionario intento de hacer posible lo que parecía imposible: limitar el poder público, organizándolo, y legitimarlo democráticamente. Límite al poder (constitucionalismo) y democracia habían sido, hasta el momento, dos conceptos antitéticos fundamentados en que, por un lado, el papel legitimador de la democracia no admite en su sustancia límites; estos límites, en caso de existir, serían impuestos por terceros, por lo cual se negaría la mayor (la decisión democrática).

Los flotantes “œufs de Fabergé” del modelo nacional (Algo huele a podrido en Tucumán)


Rolando “El Negro” Gómez  /  Especial para Gramscimanía
El Zar acaba de recibir regalos, y está festejando.  Ornados en lapizlázuli patagónico, jaspe du boudou, malaquita bussista y ágata menemista; todo junto y acoplado.  Unas verdaderas joyas.  Decorados además por escribas guilloche, de aquellos que escriben repetitivos y elaborados lugares comunes en loas al modelo en el diario oficialista, pero que no pueden ocultar su etnocentrismo porteño en su supuesto arranque folclórico, porque llamaron a los regalos…los “tuku-tuku” (“con las hilachitas de una esperanza forman sus sueños los tucumanos”).
Con el Zar festejan en las calles los representantes del modelo, los acoplados y los “opositores”.  Saben que los zafiros, los rubíes y las esmeraldas los esperan en jugosos contratos estatales y municipales.  Cuatro años más de plutocracia, ahora con acoplados.  El Zar va a repartir algo de oro, platino y diamantes, y tal vez luego acordone algunas calles más de la periferia y hasta tal vez las asfalte, en eso de “distribuir”.  Los chicos de Atahona incluso tal vez vendan ahora sus adornitos de totora en la calle congreso, para poder “incluir” a sus padres en el sur que siguen sin un trabajo decente.
Los regalos de la Duma fueron recolectados en cuartos oscuros, donde era imposible discernir entre el brillante jade y el anhídrido sulfuroso ya formado en la yema.  Las boletas de verdadero valor estaban en el piso, sin fiscales que las defiendan ni posibilidad alguna de que su valor sea contemplado por los votantes ante tanto brillo exterior y podredumbre interior.

Palmiro Togliatti entre tradição e renovação

Palmiro Togliatti por Eugenio Corti

Marco Mondaini
Robespierristas, anti-robespierristas, por favor! Dizei-nos simplesmente quem foi Robespierre (Marc Bloch) [1].
O historiador não é um juiz, muito menos um juiz que enforca (Edward Carr, citando D. Knowles) [2].
Talvez nenhum partido comunista do mundo ocidental tenha dado, mais do que o Partido Comunista Italiano (PCI), um maior número de contribuições ao desenvolvimento de uma estratégia de transformação socialista adequada à nova realidade política democrática de massas que começou a se constituir enquanto tal no final do século dezenove, ganhando tonalidades mais definitivas nos anos trinta do século vinte e, principalmente, a partir do segundo lustro dos seus anos quarenta, com o encerramento da Segunda Guerra Mundial.
Através de décadas de oposição ilegal ao fascismo e de oposição legal à democracia-cristã, o PCI soube erigir de forma tortuosa, e não sem a presença eventualmente traumática de “viradas” de linha política, uma perspectiva democrática (não insurrecional) de transição do capitalismo ao socialismo — o ponto nodal da chamada “via italiana ao socialismo”.

Palmiro Togliatti do stalinismo à democracia


Alberto Aggio
Marco Mondaini. Do stalinismo à democracia. Palmiro Togliatti e a construção da via italiana ao socialismo. Brasília/ Rio de Janeiro: Fundação Astrojildo Pereira e Editora Contraponto, 2011.
O Partido Comunista Italiano (PCI) configurou-se em boa parte da sua história como uma experiência singular no interior da Internacional Comunista (IC), apesar da sua adesão por muitos anos à liderança exercida pela URSS. Desde sua fundação, em 1921, ao lado de Antonio Gramsci (1891-1937), Palmiro Togliatti foi seu maior líder político. Depois de viver na URSS, fugindo do fascismo, e de ter se transformado num grande dirigente da IC e num dos políticos que mais simbolizaram a estratégida da ampla frente popular antifascista, retornou à Itália no final da Segunda Guerra, quando defendeu e participou intensamente dos trabalhos de elaboração da Constituição da República Italiana de 1948.
A partir de então, tornou-se a principal referência daquele que viria a ser o maior partido comunista do Ocidente. Um comunismo diferente, que tinha de se haver com estruturas políticas complexas e modernas, num país cujas forças moderadas também tinham forte apelo popular e se condensavam num partido não por acaso chamado “democrata cristão”. Um país, em suma, onde sequer se podia pensar na estratégia de assalto direto ao poder, sob pena de incorrer numa guerra civil de efeitos calamitosos, como se encarregava de mostrar o caso dos comunistas gregos naquele mesmo segundo pós-guerra.

¿Por qué razón los egipcios odian a los judíos?

Ramsés II, faraón egipcio

Gideon Levy
La bandera israelí que fue tomada por un joven egipcio de la ventana de la embajada de Israel en El Cairo estaba deteriorada y gastada, desplegada en una antigua torre de oficinas anodinas e invisibles desde la calle a simple vista. Una gran cantidad de agua turbia ha fluido a través del Nilo desde la primera vez que se izó una bandera israelí. Quienes piensan que el odio a Israel que ahora bulle es un decreto divino, es el destino o la ira de la naturaleza, debería retrotraerse a los primeros días que siguieron a la firma del tratado de paz entre Israel y Egipto. En la década de los 80, decenas de miles de israelíes visitaron Egipto y fueron recibidos con manifiesta alegría. Era un placer ser un israelí en El Cairo en aquellos días, a veces incluso un gran honor.
Las masas que se manifestaban ahora contra Israel ahora son las mismas masas que una vez dieron la bienvenida a los israelíes. Incluso si el viernes la marcha de "un millón de personas manifestándose" contra Israel hubiera sido solamente de mil, el odio ha despertado. Pero no es necesario que así sea.
El hecho de que no siempre ha sido de esta manera debe de ser motivo de reflexión en Israel. Pero como siempre, la pregunta de por qué no se discute aquí. ¿Por qué hay terrorismo? Porque. ¿Por qué existe allí el odio? Porque. Es mucho más fácil pensar que Egipto nos odia y ya está, y deshacernos de nuestra propia responsabilidad. La paz con Egipto, que se considera un activo sólo cuando está en riesgo, es la paz con la que Israel jugó y violó desde el principio.

La civilización romana: La vida y las artes


Pierre Grimal

El Imperio de Roma no habría sido más que una conquista efímera si no hubiese hecho otra cosa que imponer al mundo por la fuerza una organización política e incluso unas leyes. Su verdadera grandeza reside acaso más en lo que fue —y sigue siendo— su expansión espiritual. Fue dicha expansión la que abrió en Occidente inmensas regiones a todas las formas de la cultura y del pensamiento y en Oriente permitió sobrevivir y conservar su virtud fecundante a los tesoros de la espiritualidad y del arte helénicos. A veces es posible ceder a la tentación de soñar un mundo en el que Roma no hubiese existido, pero ello permite sólo medir mejor el papel inmenso que tuvo en la historia del pensamiento humano.

Entre todos los milagros que contribuyeron a hacer de Roma lo que fue, acaso el más maravilloso sea aquel por el cual la lengua de los campesinos latinos llegó a ser, tan sólo en pocos siglos, uno de los instrumentos del pensar más eficaces y duraderos que la humanidad haya conocido. Muchas páginas de la historia de la lengua latina se nos escapan. El paciente trabajo de los filólogos —estos arqueólogos del lenguaje— nos ha reconstruido algunas, y sabemos ahora que la lengua latina, en la forma que la escribieron Cicerón y Virgilio, es el resultado de una larga evolución iniciada milenios antes en el seno mismo de la comunidad indoeuropea, pero bruscamente acelerada entre los siglos VI y II antes de nuestra era, cuando la lengua del rústico Lacio, en el que se habían mezclado elementos de origen diverso —itálicos, etruscos, y acaso todavía otros—, recibió la misión de expresar las concepciones de toda clase que se habían desenvuelto lentamente en el interior de la ciudad romana. Sabemos también que la lengua escrita, la de los autores que llamamos clásicos, no era igual a la que los romanos hablaban comúnmente: las reglas y la estética misma del latín literario son resultado de una elección consciente, de un trabajo voluntario que ha rechazado las mil facilidades ofrecidas por la lengua hablada, que ésta ha conservado y que aparecen de nuevo en los textos tardíos, cuando las disciplinas se relajan.

El análisis estructural en lingüística y en antropología

Foto:  Claude Lévi-Strauss

Claude Lévi-Strauss
En el conjunto de las ciencias sociales, del cual indiscutiblemente forma parte, la lingüística ocupa sin embargo un lugar excepcional: no es una ciencia social como las otras, sino la que, con mucho, ha realizado los mayores progresos; sin duda la única que puede reivindicar el nombre de ciencia y que, al mismo tiempo, ha logrado formular un método positivo y conocer la naturaleza de los hechos sometidos a su análisis. Esta situación privilegiada entraña algunas obligaciones: el lingüista verá que, a menudo, investigadores de disciplinas vecinas pero diferentes se inspiran en su ejemplo e intentan seguir su camino. "Nobleza obliga": una revista de lingüística como Word no puede limitarse a ilustrar tesis y puntos de vista estrictamente lingüísticos, se obliga también a recibir a psicólogos, sociólogos y etnógrafos ansiosos de aprender de la lingüística moderna la ruta que se luce al conocimiento positivo de los hechos sociales. (Como hace ya veinte años escribía Marcel Mauss: "La sociología habría avanzado mucho más por cierto, de haber procedido en todos los casos imitando a los lingüistas". (2) La estrecha analogía de método que existe entre ambas disciplinas les impone un particular deber de colaboración. Después de Schrader (3) es inútil demostrar cuál es la asistencia que la lingüística puede aportar al sociólogo en el estudio de los problemas de parentesco. Son lingüistas y filólogos (Schrader, Rose) (4) quienes han mostrado que la hipótesis de vestigios matrilineales en la familia antigua -hipótesis a la que se aferraban aún entonces tantos sociólogos- era improbable. El lingüista proporciona al sociólogo etimologías que permiten establecer, entre ciertos términos de parentesco, lazos no perceptibles de manera inmediata. El sociólogo inversamente, puede hacer conocer al lingüista costumbres, reglas positivas y prohibiciones que permiten comprender la persistencia de ciertos rasgos del lenguaje o la inestabilidad de términos o de grupos de términos.

Denle una oportunidad a Karl Marx

Foto: Karl Marx

George Magnus 
Los responsables políticos que luchan por comprender la avalancha de pánico financiero, las protestas y otros males que afligen al mundo harían bien en estudiar la obra de un economista muerto hace mucho tiempo:  Karl Marx. Cuanto antes se reconozca que estamos frente a una de las grandes crisis del capitalismo, el mejor equipado para gestionar una manera de salir de la crisis será el que sepa estos detalles.
El espíritu de Marx, que está enterrado en un cementerio cerca de donde vivo en el norte de Londres, se ha levantado de la tumba debido a la crisis financiera y la recesión económica posterior. El profundo análisis del filósofo más conocedor del capitalismo tiene un montón de defectos, pero la economía global actual presenta muchas misteriosas semejanzas con las condiciones que él había previsto.
Consideremos, por ejemplo, la predicción de Marx de que el conflicto inherente entre el capital y el trabajo se manifestaría. Como escribió en  "Das Kapital", la búsqueda de las empresas de los beneficios y la productividad, naturalmente, les lleva a necesitar cada vez menos trabajadores, lo que lleva a la creación de un "ejército industrial de reserva" de los pobres y los desempleados: "La acumulación de riqueza en un polo es, por tanto, al mismo tiempo acumulación de miseria".
El proceso que Marx describe es visible en todo el mundo desarrollado, particularmente en los esfuerzos de las compañías de EE.UU. para reducir costos y evitar la contratación de EE.UU. han aumentado las ganancias corporativas como parte de la producción económica total de más alto nivel en más de seis décadas, mientras que la tasa de desempleo se sitúa en el 9,1 por ciento y los salarios reales están estancados.

Fidel Castro: La estrategia de ruptura. El primer plan para la toma del poder - II


Felipe de J. Pérez Cruz
Considero que los que vivimos el privilegio de ser parte de la patria socialista que Fidel Castro Ruz hizo humanidad, los que hemos crecido en su magisterio, en medio del diálogo permanente que ha desarrollado con todas y todos; tenemos la misión sin dudas hermosa, de proponernos continuar y profundizar esa relación pedagógica. La historia debe ser en este propósito un dinamizador consecuente, y los retos de biografiar a un héroe en vida, no son mayores que la necesidad de comunicarnos y aprender del Fidel que conocemos, el que se dibuja en la epopeya de un líder de pueblos y la trasciende. Tal es el propósito al continuar con esta segunda entrega1.
E l Fidel al que me referiré, lo conocí primero de los relatos apasionados de mi padre, un humilde trabajador de la construcción, que lo conoció desde la multitud, en un mitin de la ortodoxia. De regreso de luchas y frustraciones, aquel obrero educado en las ideas socialistas, me contaba que el joven tribuno fue un relámpago que le sacudió profundamente. Desde entonces se convirtió en fidelista. Pienso que no hay mejor homenaje al Comandante que el saberlo hecho carne, sentimientos y razón de nuestros padres, de los cubanos y cubanas que en los años cincuenta del pasado siglo, aprendieron a asaltar el cielo con su ímpetu de ejemplo.

Fidel Castro: La forja de un joven revolucionario - I


Felipe de J. Pérez Cruz
He leído las crónicas, declaraciones y los artículos que se han publicado en días recientes al calor de un nuevo aniversario en la vida del Comandante en Jefe de la Revolución Cubana Fidel Castro Ruz. Se trata sin dudas de un hecho de regocijo para los cubanos y cubanas, que se que comparte con nuestros compañeros y compañeras de ideales, los amigos y amigas desde lo profundo de los pueblos y sus movimientos de emancipación.
Fidel ha marcado la historia política contemporánea de Cuba, América Latina y el llamado Tercer Mundo, desde la segunda mitad del Siglo XX. Las noticias de Fidel siempre dan la vuelta al planeta. Quienes como cubanos y cubanas hemos vivido en perenne contacto con su protagonismo histórico, sabemos que la obra del Comandante en Jefe de la Revolución habla por sí sola, pero poseer de hecho este conocimiento no basta. Considero que l a personalidad histórica de Fidel está aún por develar en toda su magnitud.  
Se de amigos y amigas en el mundo que han leído decenas de textos biográficos y enfoques analíticos, que nos reclaman y quieren conocer de Fidel, en la visión y caracterización de los cubanos y cubanas. Les he explicado que al Comandante lo sentimos íntimo y cotidiano, y a la vez impactante e inmenso, y que todo intento de “estudio” nos paraliza, nos llena de la emoción y el temor, de no ser capaces de hacer lo que su extraordinaria obra y la necesidad de la lucha imponen, tal como le ocurría a Julio Antonio Mella (1903-1929) cuando en su momento, se propuso glosar el pensamiento del Héroe Nacional José Martí Pérez (1853-1895) [i] . A diferencia de la época de Mella, hoy contamos en Cuba con un fuerte sector de cientistas sociales que ha adelantado notablemente los estudios martianos, y cuyas potencialidades colectivas para pensar a Fidel –en mi criterio- deben ponerse en tensión.
En lo que adelantamos en la tarea colectiva de desarrollar los estudios sobre la vida y obra de Fidel, sus recién 85 agostos resultan un incentivo para asomarnos a facetas de su universo. A las y los combatientes de la Guerra de Liberación, al pueblo que lo siguió desde antes del Moncada, a mis colegas historiadores, esta incursión les resultará conocida, pero no lo será para una mayoría de nuestras más nuevas generaciones. Invito a todos y a todas a que compartan y profundicen su saber sobre el Comandante. Q uizás también resulte interesante esta propuesta para los lectores que siguen el tema de la historia revolucionaria cubana más allá de nuestro archipiélago.

Las condiciones histórico-sociales del surgimiento de la novela histórica

Georgy Luckacs por David Levine

György Lukács
La novela histórica nació a principios del siglo XIX, aproximadamente en la época de la caída de Napoleón. (El Waverley de Walter Scott se publicó en 1814.) Desde luego que hay novelas de tema histórico ya en los siglos xvii y xviii, y quien así lo desee puede considerar como "precursoras" de la novela histórica las elaboraciones de historia antigua y de mitos en la Edad Media, y remontarse aun hasta China o la India. Pero en este recorrido no encontrará nada que pudiese aclarar en algo fundamental el fenómeno de la novela histórica. Las llamadas novelas históricas del siglo XVII (Scudéry, Calprenéde, etc.) son históricas sólo por su temática puramente externa, por su apariencia. No sólo la psicología de los personajes, sino también las costumbres descritas responden por completo a la época del novelista. Y la más famosa "novela histórica" del siglo XVIII, el Castle of Otranto (Castillo de Otranto), de Walpole, trata igualmente la historia como algo meramente superficial; lo que interesa aquí realmente es la curiosidad y excentricidad del ambiente descrito, no la representación artísticamente fiel de un periodo histórico concreto. A la llamada novela histórica anterior a Walter Scott le falta precisamente lo específico histórico: el derivar de la singularidad histórica de su época la excepcionalidad en la actuación de cada personaje. El gran crítico Boileau, que juzgaba las novelas históricas de sus coetáneos con mucho escepticismo, sólo concede importancia a la verdad social y psicológica de los personajes; exige que un soberano ame de manera diferente a la de un pastor, etc. La cuestión de la verdad histórica en la representación poética de la realidad se halla todavía más allá de su horizonte.

Fidel Castro Ruz: El anti-dogmático e innovador por excelencia

Fidel Castro por David Levine

Arnold August
Ernesto "Che" Guevara escribió en su Diario el 26 de Julio de 1967, aniversario de los ataques a los cuarteles Moncada en Santiago de Cuba y Carlos Manuel de Céspedes en Bayamo, que encendieron la llama de la nueva fase en la lucha por la liberación nacional y social cubana, iniciada en el siglo XIX: "Por la noche di una pequeña charla sobre el significado del 26 de julio: rebelión contra las oligarquías y contra los dogmas revolucionarios .” Todos estos años desde 1953, el líder de la Revolución Cubana ha probado y continúa probando que es el pensador por excelencia. El es capaz, como nadie más, de vincular dialécticamente el pensamiento y la práctica. EL Comandante es el maestro en fundir en un todo único el pensamiento criollo cubano, el espíritu y la acción desde Hatuey, Varela, Céspedes, Maceo, Gómez, Martí, Mella, Guiteras, Che y otros, con las corrientes de pensamiento y las tradiciones internacionales progresistas, especialmente las de Marx, Engels y Lenin. Su contribución es única porque se ha manifestado en la acción, oponiéndose a los dogmas al mismo tiempo que abrazando lo mejor del pensamiento científico internacional, convirtiéndolo en un innovador que hizo posible el Moncada y luego convirtió este revés inicial en la victoria de Enero de 1959. Esta fue la culminación, como escribió el Che en 1967, de una rebelión contra las oligarquías y los dogmas.