2/12/10

Para uma teoria do conhecimento em Gramsci

Tarsila do Amaral [Brasil] Operarios
Giovanni Semeraro 

“Buscar a real identidade na aparente diferenciação e contradição, e descobrir a substancial diversidade por trás da aparente identidade é a mais delicada, incompreendida e contudo essencial capacidade do crítico das idéias e do historiador do desenvolvimento social.” Gramsci

Uma nova inteligibilidade do real 

Investigar a realidade sociopolítica na sua complexidade e tentar compreender suas dinâmicas foi, para Gramsci, um compromisso tão absorvente quanto o seu envolvimento político nas lutas das classes trabalhadoras. Entre artigos, ensaios, cartas, anotações, projetos de pesquisa e estudos exploratórios, a sua produção carcerária e pré-carcerária chega a formar um conjunto considerável de análises e reflexões que, para além da aparente fragmentariedade, revelam uma precisa concepção de mundo, um método de trabalho e o horizonte de uma nova epistemologia.

O social e o político no pensamento de Gramsci

Tarsila do Amaral [Brasil] Sao Paulo

Ivete Simionatto

1. A perspectiva de totalidade 

O pensamento gramsciano tem sido abordado das mais variadas maneiras, seja nos meios acadêmicos, seja nos meios políticos. Se, por um lado, Gramsci é analisado como um pensador reformista (tema tão em voga nos dias atuais), e, por outro, como elaborador de uma teoria revolucionária de ocupação de trincheiras no interior do aparelho do Estado, é importante sinalizar que, na presente abordagem, Gramsci será tomado como pensador marxista cuja obra é perpassada por uma visão crítica e histórica dos processos sociais. Isto porque Gramsci não toma o marxismo como doutrina abstrata, mas como método de análise concreta do real em suas diferentes determinações. Debruça-se sobre a realidade enquanto totalidade, desvenda suas contradições e reconhece que ela é constituída por mediações, processos e estruturas.

O que significa ser gramsciano

José Dalmau (Brasil) Mundo

Giuseppe Vacca

Encontrei Gramsci enquanto preparava a tese de conclusão da graduação. Estudava Direito e havia decidido tentar seguir o caminho do “trabalho intelectual como profissão”. Interessavam-me a filosofia e a política. Empenhei-me numa tese sobre a filosofia política de Benedetto Croce. Tinha 20 anos, vivia em Bari, e o meu ponto de referência — penosamente alcançado depois de atravessar todo o arco de posições, da direita à esquerda — era a política cultural do PCI. Para mim, então, no Sul da Itália, tornar-me “um intelectual” significava antes de qualquer outra coisa “acertar as contas” com Benedetto Croce, percebido como o principal obstáculo no caminho para o marxismo.

O método de Gramsci

Giorgio de Chirico / Misterio y melancolía de una calle
Joseph Buttigieg 

Entre julho e outubro de 1929, Gramsci anotou a seguinte observação em meio ao heterogêneo material que estava coligindo e recolhendo em seu primeiro caderno escrito no cárcere: "O ossinho de Cuvier. Observação ligada à nota precedente. O caso L[o]mbroso. A partir de um pequeno osso de rato às vezes se reconstruía um monstro imaginário" [1]. 

Encontrando esta passagem um tanto críptica, é provável que o leitor dos Cadernos lance um rápido olhar e prossiga. Embora o trecho se encontre bem no início – vinte e oito páginas no manuscrito e vinte e duas na versão impressa –, muitas notas que o precedem são compostas por rápidas observações, listas de nomes, breves digressões ou comentários, a transcrição de um aforismo de Rivarol e mais material heterogêneo. Por isto, o leitor está plenamente consciente do fato de que muitos destes fragmentos desconexos representam pouco mais que rápidas anotações, que poderiam adquirir significado mais adiante no texto depois de serem elaborados ou se tornarem parte de contextos mais determinados, que tornem explícito de que modo eles entram no plano do conjunto, na estrutura ou no desenvolvimento do projeto gramsciano. Dado o caráter peculiar dos Cadernos do cárcere, um leitor, mesmo um leitor atento, não é provável que se sinta obrigado a explicar cada pequeno fragmento neles contido; afinal de contas, não se está diante de uma exposição "científica" em que se pressupõe que a cada elemento possa ser atribuído um sentido preciso.

O marxismo de Gramsci

Renato Guttuso (Italia) Contadini al lavoro
Giovanni Semeraro 

1. O pensamento crítico e a originalidade política de um marxista criativo

Perderam qualquer consistência as mais diversas tentativas de fazer de Gramsci um autor desvinculado do marxismo e de seus postulados fundamentais. Desde B. Croce que, ao ler as Cartas do cárcere, publicadas em 1947, escreveu que Gramsci “pertence a todos [...] e como homem de pensamento foi um dos nossos” (1), até analistas mais recentes, nunca faltou quem visse no autor dos Cadernos do cárcere um “teórico da superestrutura” (2), um voluntarista, um idealista e organicista (3), um reformista e um social-democrata (4), um “clássico” da política (5).

Em Gramsci conteso: storia di un dibattito, 1922-1996, G. Liguori reconstrói as principais “disputas” provenientes de diversas tendências, inclusive de direita, que se formaram em torno ao pensamento de Gramsci (6). 

O lugar de Gramsci

Renato Guttuso (Italia) Coliflor
Alberto Aggio

Ao procurarmos compreender mais profundamente o pensamento de um autor, especialmente se a nossa relação com ele contiver um alto potencial de atração intelectual, talvez seja conveniente que procuremos adotar uma postura bastante cuidadosa, ao formularmos juízos definitivos e categóricos sobre suas idéias e sobre o lugar que este autor passou a ocupar na tradição cultural a que ele acabou se vinculando. Tanto mais se o seu pensamento chega até nós pelo filtro de inúmeros intérpretes e comentadores que, apesar dos benefícios que promovem para a difusão e propagação de idéias, podem gerar e consolidar concepções e formulações às vezes sem sentido ou mesmo equivocadas. 

 Por essa razão, talvez seja importante estabelecer, para esse processo de investigação, alguns procedimentos e algumas condutas que busquem demarcar alguma distância das visões já cristalizadas a respeito do seu pensamento. Talvez seja conveniente também assumir uma postura crítica frente às inúmeras formulações normativas e dogmáticas que se extraíram de seu pensamento e que acabaram informando, da mesma maneira, um número não pouco reduzido de leituras a respeito da sua trajetória intelectual e política.

Elogio de la política profana, de Daniel Bensaïd

 
Marc Casanovas

“Y en el fondo, la prioridad otorgada a lo local sobre los grandes horizontes, a la eficacia inmediata sobre los sueños lejanos, al pragmatismo modesto sobre las abstracciones teóricas, no es más que el trillado estereotipo de todas las retóricas de la resignación.”: Daniel Bensaïd
 La discordancia de los tiempos
Durante el pasado siglo la bomba de relojería del capitalismo (la clásica contradicción entre las relaciones de producción y las fuerzas productivas) experimentó un brutal salto cualitativo que tuvo su pistoletazo de salida con la Primera Guerra Mundial. La expansión mundial del mercado capitalista, el auge e internacionalización de unas fuerzas productivas que cada vez devienen más destructivas, sometidas a la lógica de la propiedad privada y la competencia bajo la forma del Estado-nación, fueron la causa principal de las dos guerras mundiales y del ascenso del fascismo.
La comprensión de que el capitalismo en su fase imperialista genera un desarrollo desigual y combinado –la penetración del capitalismo occidental en el resto del mundo, integrando a los demás países en su esfera de dominación, impone una combinación entre subdesarrollo y desarrollo que impide que estos países sigan el mismo esquema evolutivo– puso a la orden del día la necesidad material del internacionalismo a la hora de abordar cualquier proceso de liberación.

Datos sobre el "Che" Guevara

Breve Biografía para realizar un Juicio Opinión

Ernesto Guevara de la Serna nace el 14 de junio de 1928 en Rosario, Argentina. A los dos años de edad sufre su primer ataque de asma. La familia se muda en 1932 a la ciudad de Altagracia, Cordoba, Argentina por recomendación médica.
En diciembre de 1947 ingresa a la Facultad de Medicina de la Universidad de Buenos Aires. Durante 1952 viaja por Argentina, Chile, Perú, Colombia y Venezuela en compañía de Alberto Granados. 
El 12 de junio de 1953 recibe el título de médico. El 6 de julio parte rumbo a Venezuela, pero la situación que encuentra en Bolivia y su posterior contacto con exiliados latinoamericanos en Perú le hace cambiar de idea.

Las margaritas, los girasoles y los cardos serían originarios de Sudamérica


Agencia CYTA-Instituto Leloir  

El fósil de una flor, hallado en rocas Eocenas de la Provincia de Río Negro, revela que los ancestros de las margaritas, girasoles y cardos –entre otras especies de la familia Asteraceae–, habrían tenido su origen en América del Sur. Los resultados del trabajo fueron publicados en Science.
Una flor fosilizada fue hallada en rocas de una antigüedad de 47,5 millones de años en las cercanías del Río Pichileufú, 60 km al este de la ciudad de San Carlos de Bariloche, provincia de Río Negro. El descubrimiento, realizado por el director del Museo del Lago Gutiérrez, Rodolfo Corsolini, dio el puntapié a una investigación que reunió a especialistas en temáticas como geología, paleobotánica, biogeografía y filogenia, entre otras especialidades.

Mario Monicelli en brazos de la eternidad

 
Anubis Galardy

El cineasta Mario Monicelli, un grande entre los grandes, se despidió del mundo dejando huérfana a la comedia italiana con un salto al vacío que, lejos de sepultarlo en las sombras, lo lleva en brazos a la eternidad.
Tenía 95 años y padecía un cáncer de próstata. Estaba internado en un hospital de Roma y eligió la forma de su propia muerte como "un acto extremo de libertad, de anticonformismo". Así lo ven sus amigos, los actores y actrices que trabajaron con él, la primera de ellos Stefania Sandrelli. También sus familiares más entrañables.

 La muerte, afirmaba con un sesgo irónico no exento de humanidad, es una fuente sublimo de lo cómico. Era su forma de burlarse de algo inevitable, terrestre, con frecuencia saturado de excesiva solemnidad.

Il libro nero del Vaticano


Il libro nero del Vaticano di Tony Braschi, edito dalle Edizioni Libreria Croce, è arrivato alla seconda edizione grazie alla forza delle sue pagine: si tratta di un saggio dettagliato sugli scandali, i misteri, i crimini e i delitti consumati nei secoli dal Vaticano, protagonista anche in negativo di tante storie di morte, stragi inenarrabili, falsi storici.
La storia raccontata da Braschi va dalle Crociate alla Santa Inquisizione, dalle conquiste ai rapporti col Nazismo, fino ad arrivare ai nostri tempi, di cui analizza gli scandali finanziari degli anni ´70, a suo dire “senza sconti e false omissioni”
Attraverso i documenti storici viene rivissuto il percorso millenario di soprusi commessi dalla Chiesa quali: omicidi, stragi, torture, roghi, autodafè, persecuzioni, razzismo, xenofobia, antisemitismo, crociate e guerre di ogni tipo, oscurantismo, false donazioni, manipolazioni storiche, reati politici ed ingerenze di potere, fino ai giorni nostri, con particolare attenzione per i reati finanziari, i delitti più noti e quelli più taciuti, passando attraverso gli omicidi irrisolti dentro e fuori le mure Vaticane. Un’oculata ricostruzione dello IOR (la Banca di proprietà del Papa più volte coinvolta nei peggiori scandali, corruzione ed intrighi) ed un’ampia panoramica della pedofilia all’interno della chiesa cattolica, con la documentazione delle responsabilità dell’ex soldato dell’esercito tedesco della Whermarcht, l’attuale pontefice Joseph Ratzinger, noto come Benedetto XVI.

Nuestro homenaje a Frank País

Frank País junto a Fidel Castro

Armando Hart Dávalos

En el aniversario 54 del alzamiento del 30 de noviembre vuelve a nosotros con una fuerza renovada la figura de aquel joven santiaguero que a golpe de inteligencia, espíritu de sacrificio y coraje se ganó un lugar cimero entre los héroes de la Patria. Me refiero a Frank País García.

En su vida ejemplar se articularon tres elementos clave que en una ocasión como esta me interesa recalcar:
La familia, con una profunda raíz ética y una tradición de esfuerzos en defensa de los pobres de la Tierra, con fundamentos éticos cristianos que representan tanto el padre como la madre de Frank.

La escuela. En Frank País este fue un elemento fundamental. La de los bautistas, de la que su padre fue maestro, y también la Universidad de Oriente. Ambas fueron escenarios propicios para la formación de valores morales y patrios.

La actualidad de las ideas de Manuel Sacristán sobre revolución y pacifismo

Joan Miró / Sin título

Enric Prat Carvajal 
En este artículo se analizan las ideas de Manuel Sacristán sobre revolución, violencia, pacifismo y no-violencia en sus últimos años de vida, concretamente desde 1979, año de publicación del primer número de la revista mientras tanto, hasta su muerte en agosto de 1985. Estos años corresponden, siguiendo el criterio de Juan-Ramón Capella, al segundo de los grandes periodos en la obra madura de este filósofo, durante el cual “su pensamiento puso las bases de una profunda reelaboración temática de las razones de la izquierda social”1. Una parte importante de los escritos políticos de Sacristán de aquella época se publicaron en mientras tanto, una revista que fundó y dirigió en sus primeros años de existencia y desde la que ejerció una considerable influencia intelectual y política.
En el apartado final del texto se sitúan algunas proposiciones sobre revolución y pacifismo, a partir de las ideas de Sacristán y de mis propias opiniones, que quizás puedan servir para pensar de nuevo sobre la transformación o la revolución social.

Elementos filosóficos del concepto de libertad

Picasso / Mandolina y guitarra

Documento de 1963 con introducción de Miguel Manzanera
Manuel Sacristán Luzón
Nota de Edición: Miguel Manzanera Salavert
Como complemento al trabajo de mi tesis doctoral realicé una investigación en los Archivos que guardan los documentos del Partido Comunista de España (PCE) y el Partit Socialista Unificat de Catalunya (PSUC). Esos archivos fueron el Archivo Histórico del PCE, el Arxiu Nacional de Catalunya y el Archivo Particular de Francesc Vicens (dirigente del PSUC hasta 1965, cuando fue expulsado junto con Claudín y Semprún). En esos archivos aparecieron numerosos textos redactados por Manuel Sacristán y que reflejaban su paso por el partido, la línea política que siguió, sus relaciones con el grupo dirigente, las decisiones que fue tomando, y diversas vicisitudes que acontecieron en aquella década de los 60 de lucha antifranquista. Mi investigación abarcó todos esos años, hasta 1970.

Gramsci: Memorias entre rejas a través de las “Cartas desde la cárcel”


El 8 de noviembre de 1926 Antonio Gramsci, fundador del Partido Comunista italiano y uno de los teóricos marxistas más relevantes del siglo XX, es detenido por la policía de Mussolini y condenado a la cárcelpor "conspiración contra los poderes del Estado". Una manera de acallar las mentes, de agotar su trabajo político en un mundo que estaba bajo las medidas represivas del fascismo. En 1921 se afilia al Partido Comunista italiano quedando vinculado a la actividad política revolucionaria. ¿Por qué el encierro? Para "impedir que ese cerebro funcione durante veinte años", según alegaron.
Así que, en prisión, el activista político estuvo 'controlado' para evitar que su actividad como intelectual siguiera adelante. Pero la 'censura' no tuvo éxito, tal y como se puede ver en 'Cartas desde la cárcel' , una recopilación de sus misivas que se publicó 10 años después de su muerte en 1937 y que reedita ahora en España -la única edición hasta ahora era de 1970- el sello Veintesieteletras.
El libro recupera 30 cartas adicionales seleccionadas por el profesor Fernández Buey, autor del prólogo. Un reencuentro con uno de los grandes intelectuales del siglo XX cuyo pensamiento fue de vital importancia por la influencia que ejerció, no solo en la filosofía política sino en distintas generaciones de autores posteriores. Frente al pesimismo de la razón está el optimismo de la voluntad, opinaba este pensador. Estas fueron las cinco claves de su encierro: