14/11/10

Carta de Togliatti a Gramsci

Queridísimo Antonio,

Por la presente quisiera exponerte sucintamente mi opinión sobre la carta del buró político del Partido Comunista de Italia al Comité Central del Partido Comunista de la URSS. No estoy de acuerdo con esa carta por algunas razones que te voy a indicar muy esquemáticamente.

1. El defecto esencial de la carta reside en su planteo. Se pone en primer plano la escisión que tuvo lugar en el grupo dirigente del Partido Comunista de la Unión, relegándose al segundo plano la cuestión de saber si la línea seguida por la mayoría del comité central es justa o no. Éste es un procedimiento característico de la manera en que muchos compañeros de los partidos occidentales consideran y juzgan los problemas del Partido Comunista de la Unión, pero no corresponde a un planteamiento exacto de dichos problemas. Es indudable que la unidad del grupo dirigente del Partido Comunista ruso tiene mayor importancia que la de los grupos dirigentes de otros partidos.

Il Gramsci di Togliatti

Foto: Palmiro Togliatti
Lucio Magri

Sono stati pubblicati in un solo volume *, in ordine cronologico e con una cura particolare dei testi, tutti gli scritti di Palmiro Togliatti su Antonio Gramsci. Un saggio introduttivo di Guido Liguori serve, in stile misurato ma con argomenti stringenti, a sgombrare il campo dai molti equivoci e dalle non innocenti invenzioni che di recente hanno costruito il `romanzo' sul conflitto irriducibile e sordo tra i due capi storici del comunismo italiano, pur senza affatto tacere i momenti tormentati, psicologici e politici, nel rapporto tra Gramsci e il suo partito: dalla lettera del '26 alle polemiche in carcere dei primi anni trenta e fino alla morte. La raccolta non contiene inediti e non riserva quindi sorprese o rivelazioni; ci si potrebbe quindi limitare a raccomandarne la lettura, per seguire in filigrana, nel linguaggio e nel merito, l'evoluzione profonda e faticosa di una posizione politica e intellettuale in anni grandiosi quanto difficili.

Gramsci e Togliatti

Renato Guttuso (Italia) Los funerales de Togliatti

Guido Liguori

1. A reapresentação dos escritos togliattianos dedicados a Gramsci, numa coletânea ampliada em relação às anteriores [1] - faz tempo esgotadas e não disponíveis - tem uma precisa razão de ser: entre os cerca de quinze mil itens na bibliografia mundial dos escritos sobre Gramsci [2], o “livro” que Togliatti compôs paulatinamente sobre seu antigo companheiro de lutas, num arco de tempo que vai de 1927 a 1964 (desde o processo que se concluiu com a condenação do comunista sardo até a morte do líder do PCI), tem, de fato, poucos outros iguais em relação à influência historicamente exercida e ao papel decisivo em determinar a “fortuna” do autor dos Cadernos do cárcere [3]. Sem o trabalho de editor e intérprete desempenhado por Togliatti, hoje talvez Gramsci não seria o Gramsci que conhecemos: suas anotações carcerárias e suas cartas provavelmente só teriam emergido em anos recentes dos arquivos da ex-União Soviética, com as respectivas incógnitas ligadas à sua compreensão e valorização; seu nome seria hoje o de um mártir antifascista, de um comunista original e inovador, “desaparecido” talvez cedo demais para demonstrar plenamente o próprio valor.

Gramsci e Tocqueville

Alexis de Tocqueville
Jaldes Reis de Meneses

1. Introdução: apontamentos sobre o conceito de revolução passiva

Onde e como Gramsci teve a inspiração do conceito de revolução passiva? No labor intelectual no cárcere em que foi confinado pelo fascismo até morrer (1926/1937), Gramsci se apropriou e deu um novo conteúdo à expressão "revolução passiva", do historiador italiano Vicenzo Cuoco, vendo na mesma uma tradução - para usar um termo caro a Gramsci (1999 CC11V1: 185-90) -, com antecipação no tempo, do conceito de revolução-restauração, da lavra do historiador francês Edgard Quinet [1]. Gramsci não tinha em mãos as obras de Cuoco nem Quinet, mas tomou contacto com a problemática através de um livro de Croce - La rivoluzione napoletana del 1799-, onde é comentado o conceito de revolução passiva.

Gramsci e Paulo Coelho

Van Gogh (Holanda) Monte bajo con pareja

Mário Maestri

1. Uma rosa para Antonio

Algumas décadas antes de nossa era, enquanto o Império Romano resplandecia, levantou-se portentosa pirâmide funerária, a sudoeste de Roma, em honra ao digno e certamente mui rico tribuno Caio Cestio Epulo. Quando as coisas começaram a desandar para os senhores do mundo, o monumento apoiou as muralhas aurelianas que, em 275 d.C., protegeram a capital imperial.

Gramsci através das Cartas

Renato Guttuso (Italia) Ocupación de las tierras
Marcos Aurélio da Silva

Obra-prima por acaso. Assim, Luiz Sérgio Henriques, tradutor e organizador desta edição brasileira das Cartas do cárcere (2 v. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005), definiu, em alentada introdução, a epistolografia mantida por Antonio Gramsci nas prisões do fascismo italiano. De fato, relatos da tragédia pessoal do autor — inscrita já numa saúde abalada desde o nascimento (tinha tuberculose óssea), ao qual o trabalho infantil, raro entre os grandes do marxismo, cobrara sua conta (“em muitas noites chorava escondido porque o corpo todo me doía”) (p. 246, v. 2) —, tanto quanto, anos mais tarde, a vida carcerária, sempre imbricada ao tratamento dos mais importantes temas ético-políticos do século XX, fazem desta uma demarcação mais que justa.

Trata-se de uma epistolografia de âmbito familiar, com destacada presença da cunhada russa Tatiana Schucht, ela mesma interlocutora constante e, a partir de fins de 1928, elo central, ao lado do amigo e economista Piero Sraffa, de sólida rede de apoio organizada pelo PCI para garantir as atividades intelectuais e mesmo a vida material do prisioneiro.

Entre Gramsci y Guevara

Fernand Léger (Francia) Acrobatas y músicos

Raúl Burgos

Pasado y Presente y el origen de la concepción armada de la revolución en la ideología de la nueva izquierda argentina de los años sesenta.

Me cabe en esta mesa la tarea de presentar el libro sobre Pasado y Presente [Los gramscianos argentinos. Cultura y política en la experiencia de Pasado y Presente, Siglo XXI, 2004] en el marco del debate sobre la génesis y la circulación de las ideas políticas en los años sesenta y setenta. Son innúmeras las puertas de entradas que se podrían utilizar para introducir el tema y cada puerta conduce a un tipo posible de discusión. Voy a dejar abierto a la contingencia del debate los otros caminos y elegir uno que me parece conveniente al tiempo, al lugar y a la problemática que nos convoca: se trata de la relación complicada de Pasado y Presente con el legado gramsciano, en particular con la compleja teoría de la revolución elaborada por Gramsci en torno del concepto de hegemonía.

Atualidade de Gramsci

Pablo Picasso - Copa de frutas
Carlos Nelson Coutinho

Coube-me, como tema de abertura deste seminário [Franca, 1997], falar sobre a atualidade de Gramsci. Irei me deter aqui em algumas das razões pelas quais, em minha opinião, Gramsci continua atual, talvez mais atual do que nunca. Digo "algumas" porque, decerto, são muitíssimas as razões que asseguram essa atualidade. É difícil encontrar um só campo do pensamento social -- das ciências humanas até a arte e a literatura - para o qual Gramsci não tenha dado uma rica contribuição. Ele refletiu sobre todos esses campos, sugerindo novos temas, dando novas respostas a temas antigos, indicando novos caminhos de pesquisa e análise. Se essa contribuição é decisiva para os marxistas, pode-se constatar que também tem sido significativa para pensadores não marxistas.

A filosofia da práxis sobe ao sótão

Edgard Calhado [Brasil] Viajando con la luz de la luna
Marco Mondaini 

1.

Os estudiosos e integrantes da “Escola dos Annales” - o movimento marcadamente francês, nascido em 1929, que revolunou ahistoriografia tradicional e construiu a “História Nova” - costumam observar uma significativa transformação ocorrida em seu seio durante os anos 60 e 70. O interesse intelectual dos seguidores de Marc Bloch, Lucien Febvre (primeira geração) e Fernand Braudel (segunda geração) transferiu-se das análises socioeconômicas para aquelas político-ideológicas. Os historiadores da sua terceira geração abandonaram o “porão” da história econômica e subiram até o “sótão” da história cultural [1].

A pedagogia de Gramsci e o Brasil

Inacio Nunes (Brasil) Feria de arte
Rosemary Dore Soares

No Brasil, o interesse em compreender a concepção gramsciana da escola, fazendo avançar o de bate sobre os elementos que fundamentam uma visão socialista da educação, é relativa men te recente. Desde o final dos anos ses senta, já vinham sendo divulgados entre nós alguns textos de Antonio Gramsci, entre os quais Os inte lectuais e a organização da cultura. Esse trabalho, de gran de importância para a reflexão sobre a educação e a escola, entretanto, só chamou a aten ção dos intelec tuais de esquerda nos anos oiten ta, quando se fortaleceu o processo de redemocratização do país. Desde então, alguns educadores buscaram apresentar propostas que se contrapusessem, ou mesmo se antecipassem, às iniciativas reformistas de setores conservadores e tradicionais, dando-se início à pesquisa sobre a concepção socialista da educação, de Marx a Gramsci.

El largo viaje de Petrarca

Altichiero da Zevio, retrato de Francesco Petrarca (Fragmento)
Doris Lucini

Nacido hace 700 años, el poeta florentino Francesco Petrarca, sigue siendo considerado como uno de los más importantes pilares de la cultura occidental. Suiza rinde homenaje al poeta florentino que durante uno de sus viajes se había detenido en Basilea. Fue en esta ciudad suiza donde, en el siglo XVI, se publicó la edición completa de sus obras.

"La noble y casi latina ciudad de Basilea (...). La vi el año pasado y noté que, entre todas las ciudades bárbaras, tenía un no sé qué de gentileza itálica, debida quizá a una disposición natural de sus habitantes. De esta manera, mi permanencia de un mes, durante el cual tuve que esperar al emperador romano, no fue aburrida, sino agradable".